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23.4.13
26.5.12
o inexcedível
A luz em Gal Costa em Da Maior Importância e as mãos de Caetano Veloso tocando todos os lugares certos.
Tudo doendo dentro e fora de Gal Costa (viver é um desastre que sucede a alguns).
Recanto Escuro e a por onde passeia a beleza absoluta.
O corpo de Gal Costa em Divino Maravilhoso e o tremor das sensações mais recônditas - e tão solares.
A voz de Gal Costa em Autotune Autoerótico. A voz de Gal Costa em Autotune Autoerótico. A voz de Gal Costa em Autotune Autoerótico.
A canção Neguinho.
A guitarra de Pedro Baby em Vapor Barato e até onde chega o estupor.
Mansidão.
A força estranha de tantas coisas tamanhas.
O inexcedível de Gal Costa no show Recanto. E hoje. E o tempo histórico colidindo com o imensurável tempo sentimental. O mundo de dentro da gente maior do que o mundo de fora da gente.
E a certeza plena de que a humanidade pode se dividir entre os que percebem o que Recanto (esse disco, esse show, isso tudo) faz por nós. E os que não percebem.
22.11.11
5.11.11
corra, é novembro!
E nossa equipe de articulistas-ninja preparou a lista do que você ainda pode fazer antes de se preocupar com as compras de Natal.
- 05 de NOVEMBRO
Se você também já viu os Strokes em 2005, no saudoso Tim Festival, e também vendeu seu ingresso para o Festival Planeta Terra, só há uma coisa a fazer: conhecer o teatro do Sesc Bom Retiro com a peça Credores, em curtíssima temporada. Se a animação for grande, na sequência pesque Fausto, na repescagem da Mostra. No Cinesesc.
- 06 de NOVEMBRO
- 07 de NOVEMBRO
A estreia de A Pele Que Habito foi adiada, mas agora o novo filme de Almodovar está em cartaz. Não é possível esperar mais um só dia para vê-lo.
- 08 de NOVEMBRO
Leve seus ouvidos para passear e tire a tarde para ouvir o novo disco de Marisa Monte, O Que Você Quer Saber de Verdade. Delicie-se especialmente com o esmero e a beleza pop-romântico-dramática de Depois, Amar Alguém, Aquela Velha Canção e Era Óbvio.
- 09 de NOVEMBRO
- 10 de NOVEMBRO
- 11 de NOVEMBRO
- 12 de NOVEMBRO
No mesmo ano em que pudemos ver a montagem de Daniel Veronese, Espia a Una Mujer Que Se Mata, aproveite para perceber quantas faces há numa obra prima da dramaturgia. Vá ao Sesc Vila Mariana para hipnotizar-se com a iluminação onírica de Pedro Pederneiras, com o cenário belo e engenhosíssimo de Márcio Medina e para ver, afinal, de que forma a encenação estetizante e de grande requinte plástico de Yara de Novaes encampa os atores do tradicional Grupo Galpão, no clássico russo Tio Vânia (aos que vierem depois de nós).
- 13 de NOVEMBRO
- 14 de NOVEMBRO
- 15 de NOVEMBRO
- 16 de NOVEMBRO
Misturar é preciso: então reveja Tio Vânia registrado no já clássico filme de Louis Malle, Tio Vânia Em Nova Yorque (Vanya On 42nd Street, no original, porque é mais provável que só se encontre pra download), e também Moscou, em que Eduardo Coutinho documenta o Grupo Galpão ensaiando As Três Irmãs, do mesmo Anton Tcheckhov.
- 17 de NOVEMBRO
- 18 de NOVEMBRO
BRITNEY. SPEARS. EM. SÃO. PAULO.
- 19 de NOVEMBRO
- 20 de NOVEMBRO
- 21 de NOVEMBRO
Depois de gravar CD e DVD ao vivo em três apresentações esgotadas no Auditório Ibirapuera, em junho, o coletivo 5 A Seco faz um show de pré-lançamento no monumental Teatro Bradesco. E se você não os conhece, esperamos sinceramente que você já esteja com seu ingresso em mãos.
- 22 de NOVEMBRO
- 23 de NOVEMBRO
- 24 de NOVEMBRO
- 25 de NOVEMBRO
- 26 de NOVEMBRO
Trata-se do último final de semana (e talvez a última chance em sua vida de espectador) de ver Fernanda Montenegro no palco. O texto de Viver Sem Tempos Mortos é muito bom, mas é capaz que você nem preste atenção nele, tamanho o poder encantatório da simples e estrondosa presença da atriz em cena.
- 27 de NOVEMBRO
- 28 de NOVEMBRO
- 29 de NOVEMBRO

Você ainda tem energia? Inquietos, de Gus Van Sant, e Isto Não É Um Filme, de Jafar Panahi, se cumprirem o calendário previsto, serão as estreias cinematográficas da semana. Vá a ambos.
- 30 de NOVEMBRO
(Agora, já pode ir lá tirar o nome do amigo secreto.)
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4.11.11
14.10.11
3.10.11
sorria, é outubro!

e para ninguém perder (quase) nada do que importa no mês tradicionalmente mais movimentado do ano, nossos repórteres organizaram esse guia dia-a-dia para você imprimir , colar no espelho do banheiro e seguir fervorosamente.
- 03 DE OUTUBRO
- 04 DE OUTUBRO
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- 31 DE OUTUBRO

24.4.11
11.1.10
Nova York - dia 10: um arremate Romântico
(um tempo considerável passou e agora esse relato tem tudo menos o calor do momento. então vai ser na base do resumão...)
Fela! é o novo musical da temporada outono/ inverno que qualquer resenhista de qualquer publicação vai te jurar que é imperdível (entre 'melhores do ano' e afins). tendendo a ter um fraco por críticas persuasivas, lá fui conferir a história de Fela Anikulapo-Kuti, com direção e coreografia de Bill T Jones e produção apadrinhada por Jay-Z e Will Smith.
antes de peça, é um recital. chamam-no de "o mais original musical em cartaz na Broadway" e há uma medida de verdade nisso no sentido em que ele faz de uma maneira que nenhum outro faz. a forma é a chave.
um enérgico e estrondoso ator, Kevin Mambo (revezando-se com Sahr Ngaujah), literalmente conta a história de Fela, compositor, músico, cantor e ativista revolucionário. pequenas cenas são encenadas, mas a coisa toda funciona mais como show.
o intuito é envolver o espectador na atmosfera do bar original que Fela possuia na Nigéria em seus anos de esplendor musical e político, onde todas as noites fazia grandes apresentações sonoras e inflamados discursos contra a ditadura governante (e o Imperialismo Britânico).
o teatro inunda-se em Afrobeat, nas canções de Fela, em improvisos intrumentais, em coreografias eletrizantes, cores, projeções, atores e dançarinos movidos a poderosas baterias movimentando-se pela platéia e por todos os outros lugares que eles conseguem preencher com corpos que parecem bombas artísticas.

em 12 espetáculos vistos na cidade, não há nem de longe aplausos tão calorosos e entusiasmados quanto aqui - e a platéia até é convidada a ficar de pé e dançar em dado momento, o que faz sem qualquer inibição. isso transmite a medida precisa de quanto fascínio a arte de uma cultura "exótica", quando bem representada, pode exercer, levando o público a lugares onde ele realmente não fora antes.
legítimo e honesto a seu biografado e aos princípios de fazer viva uma manifestação artística específica e especial, vigorosíssimo em sua realização, Fela! não é o tipo de musical que exatamente faz minha cabeça, embora assisti-lo (ou, antes, experimentá-lo) seja um grande prazer.
e pode-se dizer seguramente que, evitando folclorizações e escapes fáceis ao "estrangeiro", temos aqui, sim, algo de intensa originalidade.
*

Os Contos de Hoffmann, no Metropolitan, com direção do mesmo Bart Sher de South Pacific, veio vingar a letargia e o peso da Elektra vista aqui alguns dias atrás.
a partitura solar e fragmentada de Offenbach vaz vibrar sua leveza em uma encenação delicada, caprichosa, cheia de pequenos detalhes e prazeres. seja na inebriante área de Olympia, cantada com brio e sutil fantasia pela understudy Rachele Gilmore, à intensidade dramática quase fantasmagórica da cena de Antonia, no corpo de Anna Netrebko, a sensação é de uma sedutora e apaixonante viagem pelos sentidos.
(conduzida ela toda com o exato senso de inteligência, o interessante distanciamento e as qualidades dramáticas com que Kate Lindsey interpreta/ canta o duplo papel de Nicklausse/ Musa.)

cores, texturas, luzes, sombras, coreografias, movimentos, tudo gira com a mecânica simples e precisa de um carrossel - o que, de certa forma, dramaturgicamente o libretto sempre fez mesmo.
espetáculo de sonho e encatamento, uma pequena refeição para a alma, um arremate refinado para a temporada de espetáculos nova-yorquinos.
Fela! é o novo musical da temporada outono/ inverno que qualquer resenhista de qualquer publicação vai te jurar que é imperdível (entre 'melhores do ano' e afins). tendendo a ter um fraco por críticas persuasivas, lá fui conferir a história de Fela Anikulapo-Kuti, com direção e coreografia de Bill T Jones e produção apadrinhada por Jay-Z e Will Smith.antes de peça, é um recital. chamam-no de "o mais original musical em cartaz na Broadway" e há uma medida de verdade nisso no sentido em que ele faz de uma maneira que nenhum outro faz. a forma é a chave.
um enérgico e estrondoso ator, Kevin Mambo (revezando-se com Sahr Ngaujah), literalmente conta a história de Fela, compositor, músico, cantor e ativista revolucionário. pequenas cenas são encenadas, mas a coisa toda funciona mais como show.
o intuito é envolver o espectador na atmosfera do bar original que Fela possuia na Nigéria em seus anos de esplendor musical e político, onde todas as noites fazia grandes apresentações sonoras e inflamados discursos contra a ditadura governante (e o Imperialismo Britânico).
o teatro inunda-se em Afrobeat, nas canções de Fela, em improvisos intrumentais, em coreografias eletrizantes, cores, projeções, atores e dançarinos movidos a poderosas baterias movimentando-se pela platéia e por todos os outros lugares que eles conseguem preencher com corpos que parecem bombas artísticas.

em 12 espetáculos vistos na cidade, não há nem de longe aplausos tão calorosos e entusiasmados quanto aqui - e a platéia até é convidada a ficar de pé e dançar em dado momento, o que faz sem qualquer inibição. isso transmite a medida precisa de quanto fascínio a arte de uma cultura "exótica", quando bem representada, pode exercer, levando o público a lugares onde ele realmente não fora antes.
legítimo e honesto a seu biografado e aos princípios de fazer viva uma manifestação artística específica e especial, vigorosíssimo em sua realização, Fela! não é o tipo de musical que exatamente faz minha cabeça, embora assisti-lo (ou, antes, experimentá-lo) seja um grande prazer.
e pode-se dizer seguramente que, evitando folclorizações e escapes fáceis ao "estrangeiro", temos aqui, sim, algo de intensa originalidade.
*

Os Contos de Hoffmann, no Metropolitan, com direção do mesmo Bart Sher de South Pacific, veio vingar a letargia e o peso da Elektra vista aqui alguns dias atrás.
a partitura solar e fragmentada de Offenbach vaz vibrar sua leveza em uma encenação delicada, caprichosa, cheia de pequenos detalhes e prazeres. seja na inebriante área de Olympia, cantada com brio e sutil fantasia pela understudy Rachele Gilmore, à intensidade dramática quase fantasmagórica da cena de Antonia, no corpo de Anna Netrebko, a sensação é de uma sedutora e apaixonante viagem pelos sentidos.
(conduzida ela toda com o exato senso de inteligência, o interessante distanciamento e as qualidades dramáticas com que Kate Lindsey interpreta/ canta o duplo papel de Nicklausse/ Musa.)

cores, texturas, luzes, sombras, coreografias, movimentos, tudo gira com a mecânica simples e precisa de um carrossel - o que, de certa forma, dramaturgicamente o libretto sempre fez mesmo.
espetáculo de sonho e encatamento, uma pequena refeição para a alma, um arremate refinado para a temporada de espetáculos nova-yorquinos.
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29.8.09
4.5.09
ZD e John escreveram
e em breve você vai ouvir:
queria descobrir
em 24 horas
tudo o que você adora
tudo o que te faz sorrir
e num fim de semana
tudo o que você mais ama
e no prazo de um mês
tudo o que você já fez
é tanta coisa que eu não sei
não sei se eu saberia
chegar até o final do dia sem você
e até saber de cor
no fim desse semestre
o que mais te apetece
o que te cai melhor
enfim eu saberia
trezentas e sessenta e cinco
noites bastariam
pra me expilicar porquê
por que isso foi acontecer
não sei se eu saberia
chegar até o final do dia sem você
por que em tão pouco tempo
faz tanto tempo que eu te queria
queria descobrir
em 24 horas
tudo o que você adora
tudo o que te faz sorrir
e num fim de semana
tudo o que você mais ama
e no prazo de um mês
tudo o que você já fez
é tanta coisa que eu não sei
não sei se eu saberia
chegar até o final do dia sem você
e até saber de cor
no fim desse semestre
o que mais te apetece
o que te cai melhor
enfim eu saberia
trezentas e sessenta e cinco
noites bastariam
pra me expilicar porquê
por que isso foi acontecer
não sei se eu saberia
chegar até o final do dia sem você
por que em tão pouco tempo
faz tanto tempo que eu te queria
28.4.09
kiss me
acesso desenfreado de nostalgia, paixões juvenis, Dawson's Creek, uma amiga que eu não tenho mais, MTV, colégio, adolescência, melancolia e movimento, simplicidades complicadas e, no final das contas, a desimportância determinante de um beijo.
23.4.09
22.4.09
19.4.09
coração secreto (ou postar letra de música é um negócio super brega)
Secret Heart, what are you made of? What are you so afraid of? Could it be three simple words or the fear of being overheard? What's wrong?
Let em' in on your secret heart.
Secret Heart, why so mysterious? Why so sacred, why so serious? Maybe you're just acting tough. Maybe you're just not man enough. What's wrong?
Let em' in on your secret heart.
This very secret that you're trying to conceal is the very same one that You're dying to reveal. Go tell him how you feel.
Secret Heart, come out and share it. This loneliness, few can bear it. Could it have something to do with admitting that you just can't go through it alone?
Let em' in on your secret heart.
18.4.09
Atravesso a noite
A manhã se esfrega nos meus olhos
Danço em falso
Como se fosse o último a saber...
por T.P.
A manhã se esfrega nos meus olhos
Danço em falso
Como se fosse o último a saber...
por T.P.
24.3.09
talvez dessa vez

semana passada teve show de Ute Lemper, um vulcão em forma de performer que arrebatou a Sala São Paulo e conduziu a platéia na palma da mão durante todo o seu recital.
a Orquestra Sinfônica Municipal emoldurou uma voz poderosa de uma cantora-atriz, ou atriz-cantora, que parece ter nascido para cantar (e interpretar) o que canta: Kurt Weill (com e sem Brecht), Gershwin, compositores diversos do repertório de Edith Piaf e a dupla Kander e Webb.
e foi justamente com canção dos dois últimos, "Cabaret" (do musical homônimo), que ela começou seu show feito furacão e nos fez lembrar o porquê de amarmos tanto os musicais, as músicas, as cantoras, o show.
*
daí, por ocasião do aniversário de um querido amigo, relembramos ao piano, no mesmo dia do estrondo da Srta. Lemper, Maybe This Time, canção que também faz parte do score de Cabaret.
*
daí Natasha Richardson morreu.
e eu senti uma falta tão legítima de Natasha Richardson no instante mesmo em que fiquei chocado com a notícia de sua morte, que me vi perguntando: por que mesmo eu gosto tanto de Natasha Richardson?
pesquisei sua filmografia e não havia ali nada que desse muito motivo para tanta admiração. então a resposta só podia estar no teatro.
eu lembro quando Richardson estreou na Broadway em Closer, em papel que depois foi de Renata Sorrah e depois de Julia Roberts. e lembro quando ela fez Blanche Dubois em Um Bonde Chamado Desejo. mas eram lembranças do simples conhecimento do fato e não memórias vividas.
mas havia o disco da remontagem de 1998 de Cabaret, na qual ela e Alan Cumming eram os donos do palco. a esse espetáculo eu de fato assisti, ainda que sem estes dois atores. mas a gravação em cd tocou por muitos e muitos anos na minha vitrola e na minha cabeça, e foi ela que me levou retroativamente ao filme de 1972, com Liza Minelli.
conclusão: mesmo não tendo-a visto como tal, ter ouvido Natasha Richardon por tanto tempo como Sally Bowles fez com que eu a tivesse conhecido assim, de alguma forma. por caminhos tortos mas tão corretos, ela era a minha Sally Bowles, a primeira, antes mesmo de Liza, a original.
e perder uma Sally Bowles é perder muito.
*
um dia depois, aquele mesmo amigo do piano me telefona e não responde ao meu "alô". ouço alguns barulhos e não levo mais do que 2 segundos para entender: do outro lado da linha, ao vivo, aqui de São Paulo, Liza Minelli cantava Maybe This Time.
dirigindo de volta pra casa, eu estava subitamente emocionado. e achando que o mundo tem suas graças.
*
em vídeos ruins, Natasha como Sally, cantando Maybe This Time e Cabaret, unindo Ute Lemper, Liza Minelli, passado saudosista, presente luminoso e trágico, alguma idéia boa de futuro.
(especialmente em Cabaret, é impressionante a força da atriz-cantora. sua voz jamais seria a de Liza ou Ute, mas a transformação que seu rosto opera ao longo da canção é simplesmente de tirar o fôlego).
10.3.09
9.2.09
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