17.6.08

efeméride




desde há dois dias faz um ano que saí da casa de meu pai, desacompanhado, e me mudei para essa espécie de centro sócio-boêmio-culturete paulistano que é a rua Augusta.

o primeiro ano de existência realmente independente de uma pessoa deve ser talvez um dos períodos de auto-conhecimento (ou auto-engano, dependendo do caso) mais intensos de que se tem notícia.

simplesmente porque parar de ser extensão (filho, no caso) de alguém e ser a extensão só de você mesmo, construindo suas próprias extensões, com necessidade de comando integral sobre a vida (prática e abstrata) não é brincadeira, não, rapaz.


portanto, duas lições aprendidas com vigor:


1) morar sozinho é, em todos os sentidos, limpar sua própria sujeira.

2) quando você faz do movimento um hábito, a quietude parece uma falta.


fez sentido?

Um comentário:

The human who sold the world disse...

A quitude parece uma falta, mas é ao mesmo tempo um barulhinho que o pensamento se aquece.

A pior coisa sobre morar sozinho é quando vc esquece que o papel higiênico acabou....rs